Pecados capitais
O ódio orgulhoso irou-se com o amor
O orgulho que nunca mentiu, riu
De desprezo pela luxúria
Não pode mais esconder a inveja que sentia
A avareza na tarde quente exclamava
- Não tenho dinheiro para um sorvete
Mas a gula falou mais alto
E bem depressa, cansada desceu do salto.
Tão vaidosa tirou o que havia de melhor
Cortou os seus cabelos, vestiu uma saia menor
E pôs-se a desfilar na avenida
Já foi... Era uma vez a convencida.
Menina da cara linda e do corpo bonito
Ira-se com o espelho pedindo que a reflita
De um jeito que ela não é
Simples menina de sandálias no pé.
Oh vida bandida, cheia de pecados
São tantas coisas ruins para todos os lados
Todas as pessoas cheias de preguiça
Não saem da cama para irem à missa.
Nessa guerra de pecados é um contra o outro
Lutando pelo maior poder na sociedade
Humanos devastados vegetais sem vida
Entregam-se a eles de alma despida.
Pobres tolos, fracos e mundanos
A mudança está acima dos vossos narizes
Mas seguem cegos sem terem diretrizes
Passa todo o tempo até o fim dos anos.
Depois de tudo vem o arrependimento
Quando já é tarde, quando já se foi o vento
Também, quem mandou adiar demais?
Agora sofre os danos dos pecados capitais.